Sonhei tanto com nós, meu amor. Lembra de quando brincávamos de dialogar como se já fôssemos adultos? Eu lembro. E toda vez que vejo uma cena do nosso filme imaginário, tenho mais vontade de torná-la real. De sair da minha agência movimentada e cheia de trabalho, pegar o teu carro – porque o meu sempre estará no mecânico – e te buscar no São Pedro para jantar. Aonde iríamos? Não sei… provavelmente um restaurante com meia luz, comida caseira e bons copos de coca-cola, talvez o Outback ou só um sanduíche no Banx. Seria noite linda de verão com todo direito que uma bela sobremesa tem a nos proporcionar, na Torta de Sorvete da Padre Chagas, claro. Cineminha no Moinhos (essa a gente ainda não testou ein!) e voltamos pra mesma rua, pro prédio mais lindo de Porto Alegre, neo-clássico, que comporta o mais lindo e de todos os lofts já vistos. Curtiríamos a noite juntos pelo simples fato de estarmos juntos, ainda sermos tão jovens mas já tão bem sucedidos profissionalmente. Nossa vida se completaria, sem mais perrengues financeiros, sem mais distâncias. No fim de semana, volta de jetski no guaíba e churrasco com os amigos do teatro. Na noite, estreia da tua peça. Na madrugada, festa de lançamento do novo site da revista. No domingo, amor e felicidade. Cumplicidade, carinho, respeito, paixão. Sonhei. Continuo sonhando.
Sonhei
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